Depois de termos visionado o filme ficámos bastante surpreendidas pois não estávamos à espera que fosse tão interessante, uma vez que nenhuma de nós o conhecia e, para nós, o titulo não nos motivava ao visionamento. No entanto, revelou-se bastante interessante tanto do ponto de vista Digital como do ponto de vista da Ética e da Moral.
Deixámos a sala de aula a pensar como seria se, na realidade, cada um de nós tivesse um Chip na memória; quais seriam as nossas reacções ao saber disso e como, a partir desse momento, continuaríamos a nossa vida normalmente sem deixar de pensar que haveria um dia em que alguém iria ver tudo o que nós tinhamos vivido. Chegámos assim à conclusão que seria bom termos as nossas memórias gravadas e conservadas, mas ao mesmo tempo a nossa privacidade estaria constantemente a ser violada. Apesar disso achamos que do ponto de vista Digital é um salto enorme. Só o facto de conseguirmos implantar um chip na cabeça de alguém, onde se consegue gravar uma vida inteira sem perder um único conteúdo, e a partir daí conseguirmos trabalhar e seleccionar as memórias das pessoas é um feito enorme. Basicamente têm-se um mini-gravador implantado no cérebro.
Já do ponto de vista da Ética e da Moral pensamos que é verdadeiramente despropositado uma vez que, e como já referimos acima, a nossa privacidade iria ser seguramente violada, para não falar do facto que iríamos fazer inúmeras concessões na nossa vida pelo facto de "um dia alguém pode ver isto!". A partir daí o comportamento de todas as pessoas iria ser totalmente controlado e pensado, sem que agissem de uma forma espontânea e verdadeira. A vida das pessoas só iria ser verdadeira até que fizessem 21 anos, como é referido no filme. A partir dessa idade, e tendo já um pensamento minimamente adulto, cada pensamento ou comportamento iria ser completamente analisado e premeditado. As pessoas deixariam de ter uma vida dita "normal", para terem uma vida condicionada pela opinião das outras pessoas. Apesar de as memórias serem trabalhadas depois da morte das pessoas, o facto de sabermos que elas iriam ser visonadas por terceiros iria modificar completamente o nosso comportamento. Deixaríamos de ser humanos para passarmos a ser simples fantoches.
Relativamente ao impacto de tecnologias individuais a nível social podemos dizer que houve uma grande evolução já que conseguimos estar em contacto com todo o mundo sem ser fisicamente. Neste momento conseguimos falar com uma pessoa que esteja do outro lado do mundo através do computador, do telemóvel, entre outros. Graças ao desenvolvimento tecnológico houve uma aproximação mundial muito grande, apesar disso houve também um afastamento das pessoas que nos eram mais próximas pois basta-nos mandar um mensagem ao nosso amigo que mora no quarto andar, estando nós no primeiro andar. Será preguiça ou comodismo? Pode perfeitamente serem os dois pois estas tecnologias facilitam-nos muito a vida e a maneira como actuamos no dia-a-dia. No entanto é preciso ter em conta as consequências destas novas tecnologias pois elas não trazem só benefícios.
No que diz respeito à evolução de conceitos de memória e de privacidade tudo mudou, como era de esperar. Hoje em dia estes dois conceitos não são os mesmos que há vinte anos atrás. Enquanto o conceito de memória abrangia tudo aquilo que víamos ou ouvíamos através das outras pessoas, hoje em dia nós temos as mais variadas formas de nos darem e fornecer memórias, como por exemplo a televisão, rádio, internet, filmes, fotografias, entre outros. Na questão relativa à privacidade temos actualmente um maior controlo sobre ela. Apesar disso, e com a ajuda das novas tecnologias, como por exemplo o Hi5, cada um de nós expõe a sua privacidade da maneira que quer e a um nível pessoal de informação.
Na última questão, ou seja, adopção/rejeição e inclusão/exclusão das novas tecnologias pensamos que estas só sao adoptadas de forma a incluir cada um de nós nesse mundo. Apesar de não sermos obrigados, só nos sentimos incluidos num determinado grupo se adoptarmos uma determinada tecnologia, por exemplo o telemóvel. Cada um de nós sente essa necessidade de se incluir adoptando uma tecnologia.
Catarina & Rita
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