Tanto o texto de Clive Thompson como o de Edward Tufte se referem a um assunto muito falado nos dias que correm. Trata-se de mais uma forma de tecnologia: o PowerPoint. Um programa de slide show que torna apresentações orais muito mais cativantes e dinâmicas. No entanto o PowerPoint não tem só características positivas, pois se, por um lado, é um programa dinâmico por outro lado a informação em si perde-se muito mais, uma vez que este programa é muito visual.
Actualmente se tivermos uma apresentação a fazer qual é o meio a que recorremos logo sem pensar? Ao PowerPoint, obviamente... Pois se essa apresentação fosse feita segundo as maneiras mais "antiquadas" como o acetato ou até mesmo só com a voz, a apresentação teria logo um valor inferior se tivesse sido feita em slide show. Mesmo na universidade temos essa experiência pois se não apresentarmos o trabalho em PowerPoint está à partida "condenada" a ter uma nota de valor inferior, apesar de não ser obrigatório o uso deste programa nas apresentações. No entanto e apesar de todos os aspectos negativos, por assim dizer, também não nos podemos esquecer que não existe outra forma, em termos digitais, para fazer uma apresentação tão dinâmica. Por isso é que este é o meio por excelência das apresentações orais não só universitarias mas também de outros tipos como apresentações profissionais. É facto confirmado que hoje em dia a nossa sociedade dá muito mais valor à imagem que ao conteúdo, sem esquecer a célebre frase "uma imagem vale mais que mil palavras", e é precisamente o que acontece no slide show. Mesmo que o tema da apresentação seja bastante interessante toda a audiência dará muito mais importância à imagem e aos efeitos visuais que à informação transmitida. A título de exemplo consideremos a seguinte situação: se recebermos dois e-mails em que a informação é a mesma, mas se num a informação aparece em texto corrido e no outro aparece em PowerPoint, qual é que a pessoa lê?? Claro que na maioria das pessoas lê o e-mail em formato PowerPoint pois é muito menos cansativo e é mais apelativo. Chegamos assim à conclusão que é o aspecto gráfico que importa e não a informação, como já foi referido acima.
No que respeita o texto de Clive Thompson este diz que o PowerPoint nos torna estúpidos, pois para que a nossa audiência "aprenda" alguma coisa sobre o tema que estamos a apresentar é preciso recorrer à nossa capacidade de síntese, o que nem sempre pode estar correcto, uma vez que nos podemos esquecer de referir alguns aspectos mais importantes, e a imagens que ilustrem esse mesmo tema. Não nos podemos esquecer também que o facto de recorrermos à apresentação em PowerPoint se deve ao tempo e o custo gasto nessa actividade. Apesar de muita gente considerar o slide show muito demorado, na verdade este ajuda-nos a poupar tempo e também dinheiro. Porque para além de termos as mais variadas opções na elaboração do trabalho, não precisamos de gastar dinheiro a imprimir a informação em acetatos, já que a apresentação é feita directamente do computador com informação e imagens. Se fosse feita em acetatos teríamos que considerar o que iria ser impresso uma vez que este é mais caro, teráimos assim que seleccionar ou a informação ou as imagens de suporte.
Concluimos assim que o PowerPoint não é assim tão mau, como refere Edward Tufte, uma vez que nos facilita, tanto a economia de tempo como a economia de gasto, do nosso trabalho e da nossa apresentação. E não nos torna assim tão estúpidos, como diz Clive Thompson, pois para saber trabalhar com o Power Point é necessário ter uma série de conhecimentos prévios sobre este.
Catarina & Rita
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
"What the Web is For."
Neste seu texto, David Weinberger trata fundamentalmente a questão da importância dos hiperlinks como conectores de funcionamento da web. Constatamos assim que este texto de Weinberger se integra na ideologia da Abordagem Interactivista, pois considera os fenómenos sociológicos como consequência da tecnologia, estabelecendo assim uma relação de causa-consequência (Tecnologia-Fenómenos Sociais).
Ao contrário da tese de Dominic Wolton, onde ele considera que é a sociedade que determina a tecnologia, consideramos que na verdade é na tecnologia que o Homem tem o pilar das suas actividades, sendo assim "obrigado" a interagir com outros individuos. Compreende-se, assim, que a rede só funciona com a acção conjunta de vários utilizadores.
Relativamente ao texto em si, consideramos que o autor nos fornece um grande exemplo de como a Tecnologia é influenciada pelo Homem, uma vez que este continua a viver da mesma forma que vivia antes de ser "inventada" a tecnologia. No entanto, e como é mencionado no texto, esta tecnologia veio para nos conectar ainda mais com as pessoas que estão mais próximas de nós ("In the real world, our connections have usually been to the people who happen to live around us: our family, our neighbors, the people who go to our school or to where we worship."). Para explicar melhor este conceito o autor refere os actos de interactividade e entreajuda humanos e compara-os ao que actualmente acontece na Web com as hiperligações, como Weinberger refere logo no início do texto.
Concluímos assim que tanto David Weinberger como Manuel Castells partilham da mesma opinião, no que diz respeito às ligações na Web, sendo portanto Interactivistas.
Catarina & Rita
Ao contrário da tese de Dominic Wolton, onde ele considera que é a sociedade que determina a tecnologia, consideramos que na verdade é na tecnologia que o Homem tem o pilar das suas actividades, sendo assim "obrigado" a interagir com outros individuos. Compreende-se, assim, que a rede só funciona com a acção conjunta de vários utilizadores.
Relativamente ao texto em si, consideramos que o autor nos fornece um grande exemplo de como a Tecnologia é influenciada pelo Homem, uma vez que este continua a viver da mesma forma que vivia antes de ser "inventada" a tecnologia. No entanto, e como é mencionado no texto, esta tecnologia veio para nos conectar ainda mais com as pessoas que estão mais próximas de nós ("In the real world, our connections have usually been to the people who happen to live around us: our family, our neighbors, the people who go to our school or to where we worship."). Para explicar melhor este conceito o autor refere os actos de interactividade e entreajuda humanos e compara-os ao que actualmente acontece na Web com as hiperligações, como Weinberger refere logo no início do texto.
Concluímos assim que tanto David Weinberger como Manuel Castells partilham da mesma opinião, no que diz respeito às ligações na Web, sendo portanto Interactivistas.
Catarina & Rita
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
"The Final Cut"
Depois de termos visionado o filme ficámos bastante surpreendidas pois não estávamos à espera que fosse tão interessante, uma vez que nenhuma de nós o conhecia e, para nós, o titulo não nos motivava ao visionamento. No entanto, revelou-se bastante interessante tanto do ponto de vista Digital como do ponto de vista da Ética e da Moral.
Deixámos a sala de aula a pensar como seria se, na realidade, cada um de nós tivesse um Chip na memória; quais seriam as nossas reacções ao saber disso e como, a partir desse momento, continuaríamos a nossa vida normalmente sem deixar de pensar que haveria um dia em que alguém iria ver tudo o que nós tinhamos vivido. Chegámos assim à conclusão que seria bom termos as nossas memórias gravadas e conservadas, mas ao mesmo tempo a nossa privacidade estaria constantemente a ser violada. Apesar disso achamos que do ponto de vista Digital é um salto enorme. Só o facto de conseguirmos implantar um chip na cabeça de alguém, onde se consegue gravar uma vida inteira sem perder um único conteúdo, e a partir daí conseguirmos trabalhar e seleccionar as memórias das pessoas é um feito enorme. Basicamente têm-se um mini-gravador implantado no cérebro.
Já do ponto de vista da Ética e da Moral pensamos que é verdadeiramente despropositado uma vez que, e como já referimos acima, a nossa privacidade iria ser seguramente violada, para não falar do facto que iríamos fazer inúmeras concessões na nossa vida pelo facto de "um dia alguém pode ver isto!". A partir daí o comportamento de todas as pessoas iria ser totalmente controlado e pensado, sem que agissem de uma forma espontânea e verdadeira. A vida das pessoas só iria ser verdadeira até que fizessem 21 anos, como é referido no filme. A partir dessa idade, e tendo já um pensamento minimamente adulto, cada pensamento ou comportamento iria ser completamente analisado e premeditado. As pessoas deixariam de ter uma vida dita "normal", para terem uma vida condicionada pela opinião das outras pessoas. Apesar de as memórias serem trabalhadas depois da morte das pessoas, o facto de sabermos que elas iriam ser visonadas por terceiros iria modificar completamente o nosso comportamento. Deixaríamos de ser humanos para passarmos a ser simples fantoches.
Relativamente ao impacto de tecnologias individuais a nível social podemos dizer que houve uma grande evolução já que conseguimos estar em contacto com todo o mundo sem ser fisicamente. Neste momento conseguimos falar com uma pessoa que esteja do outro lado do mundo através do computador, do telemóvel, entre outros. Graças ao desenvolvimento tecnológico houve uma aproximação mundial muito grande, apesar disso houve também um afastamento das pessoas que nos eram mais próximas pois basta-nos mandar um mensagem ao nosso amigo que mora no quarto andar, estando nós no primeiro andar. Será preguiça ou comodismo? Pode perfeitamente serem os dois pois estas tecnologias facilitam-nos muito a vida e a maneira como actuamos no dia-a-dia. No entanto é preciso ter em conta as consequências destas novas tecnologias pois elas não trazem só benefícios.
No que diz respeito à evolução de conceitos de memória e de privacidade tudo mudou, como era de esperar. Hoje em dia estes dois conceitos não são os mesmos que há vinte anos atrás. Enquanto o conceito de memória abrangia tudo aquilo que víamos ou ouvíamos através das outras pessoas, hoje em dia nós temos as mais variadas formas de nos darem e fornecer memórias, como por exemplo a televisão, rádio, internet, filmes, fotografias, entre outros. Na questão relativa à privacidade temos actualmente um maior controlo sobre ela. Apesar disso, e com a ajuda das novas tecnologias, como por exemplo o Hi5, cada um de nós expõe a sua privacidade da maneira que quer e a um nível pessoal de informação.
Na última questão, ou seja, adopção/rejeição e inclusão/exclusão das novas tecnologias pensamos que estas só sao adoptadas de forma a incluir cada um de nós nesse mundo. Apesar de não sermos obrigados, só nos sentimos incluidos num determinado grupo se adoptarmos uma determinada tecnologia, por exemplo o telemóvel. Cada um de nós sente essa necessidade de se incluir adoptando uma tecnologia.
Catarina & Rita
Deixámos a sala de aula a pensar como seria se, na realidade, cada um de nós tivesse um Chip na memória; quais seriam as nossas reacções ao saber disso e como, a partir desse momento, continuaríamos a nossa vida normalmente sem deixar de pensar que haveria um dia em que alguém iria ver tudo o que nós tinhamos vivido. Chegámos assim à conclusão que seria bom termos as nossas memórias gravadas e conservadas, mas ao mesmo tempo a nossa privacidade estaria constantemente a ser violada. Apesar disso achamos que do ponto de vista Digital é um salto enorme. Só o facto de conseguirmos implantar um chip na cabeça de alguém, onde se consegue gravar uma vida inteira sem perder um único conteúdo, e a partir daí conseguirmos trabalhar e seleccionar as memórias das pessoas é um feito enorme. Basicamente têm-se um mini-gravador implantado no cérebro.
Já do ponto de vista da Ética e da Moral pensamos que é verdadeiramente despropositado uma vez que, e como já referimos acima, a nossa privacidade iria ser seguramente violada, para não falar do facto que iríamos fazer inúmeras concessões na nossa vida pelo facto de "um dia alguém pode ver isto!". A partir daí o comportamento de todas as pessoas iria ser totalmente controlado e pensado, sem que agissem de uma forma espontânea e verdadeira. A vida das pessoas só iria ser verdadeira até que fizessem 21 anos, como é referido no filme. A partir dessa idade, e tendo já um pensamento minimamente adulto, cada pensamento ou comportamento iria ser completamente analisado e premeditado. As pessoas deixariam de ter uma vida dita "normal", para terem uma vida condicionada pela opinião das outras pessoas. Apesar de as memórias serem trabalhadas depois da morte das pessoas, o facto de sabermos que elas iriam ser visonadas por terceiros iria modificar completamente o nosso comportamento. Deixaríamos de ser humanos para passarmos a ser simples fantoches.
Relativamente ao impacto de tecnologias individuais a nível social podemos dizer que houve uma grande evolução já que conseguimos estar em contacto com todo o mundo sem ser fisicamente. Neste momento conseguimos falar com uma pessoa que esteja do outro lado do mundo através do computador, do telemóvel, entre outros. Graças ao desenvolvimento tecnológico houve uma aproximação mundial muito grande, apesar disso houve também um afastamento das pessoas que nos eram mais próximas pois basta-nos mandar um mensagem ao nosso amigo que mora no quarto andar, estando nós no primeiro andar. Será preguiça ou comodismo? Pode perfeitamente serem os dois pois estas tecnologias facilitam-nos muito a vida e a maneira como actuamos no dia-a-dia. No entanto é preciso ter em conta as consequências destas novas tecnologias pois elas não trazem só benefícios.
No que diz respeito à evolução de conceitos de memória e de privacidade tudo mudou, como era de esperar. Hoje em dia estes dois conceitos não são os mesmos que há vinte anos atrás. Enquanto o conceito de memória abrangia tudo aquilo que víamos ou ouvíamos através das outras pessoas, hoje em dia nós temos as mais variadas formas de nos darem e fornecer memórias, como por exemplo a televisão, rádio, internet, filmes, fotografias, entre outros. Na questão relativa à privacidade temos actualmente um maior controlo sobre ela. Apesar disso, e com a ajuda das novas tecnologias, como por exemplo o Hi5, cada um de nós expõe a sua privacidade da maneira que quer e a um nível pessoal de informação.
Na última questão, ou seja, adopção/rejeição e inclusão/exclusão das novas tecnologias pensamos que estas só sao adoptadas de forma a incluir cada um de nós nesse mundo. Apesar de não sermos obrigados, só nos sentimos incluidos num determinado grupo se adoptarmos uma determinada tecnologia, por exemplo o telemóvel. Cada um de nós sente essa necessidade de se incluir adoptando uma tecnologia.
Catarina & Rita
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