Segundo a curva de Sleeper os cientistas tentaram perceber o porquê de ninguém ter descoberto o valor nutricional da tarte de natas e do caramelo. Tendo em conta o pensamento actual, de que ambas as coisas nos fazem mal, é difícil imaginar como uma ideia tão enraizada na sociedade pode algum dia ser questionada. Nem tudo o que é bom faz mal, tal e qual como nem tudo o que é mau faz mal. É nessa linha de pensamento que se inserem as tecnologias. Como é referido no texto “As tecnologias não são boas, nem são mas, mas também não são neutras”, ou seja, dependendo do utilizador da tecnologia e a razão porque é utilizada, as tecnologias têm um impacto diferente de pessoa para pessoa. Não podemos generalizar as tecnologias nem podemos colocá-las num campo totalmente neutro. Como é referido no texto, e relativamente aos jogos de vídeo, estes não são considerados uma coisa totalmente má uma vez que conseguem desenvolver as capacidades intelectuais do ser humano. Por outro lado têm tendência a criar um instinto violento e a aumentar as respostas negativas quando confrontados com conflitos. Desta maneira podemos também opor como referido no texto, contrariando todas as opiniões actuais, que os livros levam simplesmente a um atrofio do pensamento, ao isolamento social e à descoberta de novos problemas. Podemos assim afirmar que dependendo da maneira como somos habituados tanto a tecnologias, como neste caso os livros, não são coisas boas nem más, muito menos neutras. Ambos têm as suas vantagens e desvantagens e os seus impactos nas pessoas. Como referido “é preciso é ter um barómetro novo” por que só assim conseguimos diferenciar as coisas boas das coisas más sem ter em conta todo o pensamento que se antecede.
Hoje em dia podemos dizer que o mais importante é o tipo de raciocínio que desenvolvemos por causa das novas tecnologias. Enquanto que noutros tempos, tínhamos uma postura passiva por exemplo em frente à televisão, actualmente graças à novas tecnologias (Internet), aprendemos a desenvolver um raciocínio diferente, em que interagimos não só com o computador, como também com outras pessoas que estejam no mesmo “local”. O tipo de raciocínio deixou de ser simplista. Aprendemos a desenvolver novas competências que nos levam a um desenvolvimento psicológico que não seria possível sem estas tecnologias.
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